Um site institucional precisa ter cinco coisas: mensagem clara (quem é a empresa, o que faz, onde atende, provas de confiança e contato fácil), base técnica sólida (funcionar no celular, carregar rápido, ter HTTPS, domínio e e-mail próprios), estrutura para ser encontrado no Google, adequação à LGPD e controle nas mãos da empresa (acessos, painel de edição, medição, backup e manutenção). Se faltar um desses blocos, o site pode até ser bonito, mas trabalha pela metade.
Ao percorrer a lista, marque cada item como “sim”, “não” ou “não sei”. Os “não” mostram o que corrigir. Os “não sei” viram perguntas para quem cuida do seu site hoje ou para a agência que mandou a proposta.
1. Mensagem e conteúdo: o visitante entende o que você faz?
Antes de qualquer detalhe técnico, confira se o básico está dito com clareza.
- Quem é a empresa e o que ela faz, logo na primeira tela, com as palavras que o cliente usa, sem jargão interno.
- Onde atende: cidade, região ou o país todo, com endereço quando houver atendimento presencial.
- Cada serviço descrito, com o que está incluído e para quem ele serve.
- Provas de confiança: cases, depoimentos com nome, logos de clientes (com autorização), certificações e tempo de mercado. Dizer que a empresa é “referência” convence pouco; mostrar quem já confiou nela convence mais.
- Contato fácil em todas as páginas: botão de WhatsApp, formulário curto e telefone que liga com um toque no celular.
- Informações atualizadas: serviço descontinuado, equipe antiga ou endereço errado passam impressão de descuido.
2. Base técnica: o site funciona bem para quem visita?
- Funciona bem no celular: texto legível sem zoom, botões fáceis de tocar, menu que abre direito. O Google usa principalmente a versão para celular dos sites para indexar e classificar páginas, então isso afeta a visibilidade, não só a aparência.
- Carrega rápido, inclusive em rede móvel. Imagens pesadas estão entre as causas mais comuns de lentidão. O PageSpeed Insights, ferramenta gratuita do Google, mostra como o site se sai e o que está pesando.
- HTTPS ativo, que protege os dados trocados entre o visitante e o site. Sem ele, navegadores como o Chrome marcam o site como “Não seguro”, o que afasta quem ia preencher o formulário.
- Domínio próprio, como suaempresa.com.br, e não um endereço com o nome da plataforma em que o site foi feito.
- E-mail profissional no mesmo domínio, como contato@suaempresa.com.br. Transmite mais credibilidade que um endereço gratuito e continua com a empresa quando um funcionário sai.
3. O site consegue ser encontrado no Google?
Ninguém pode garantir posição no Google, mas existe um mínimo bem feito sem o qual aparecer fica bem mais difícil.
- Uma página para cada serviço. Se a empresa faz instalação, manutenção e projeto, cada um merece página própria, com texto que responde às dúvidas de quem procura aquele serviço. Uma página única com tudo listado dificilmente aparece bem em buscas específicas.
- Título e descrição bem escritos em cada página. Em geral, são eles que o Google mostra no resultado da busca, e precisam dizer com clareza o que a pessoa vai encontrar ao clicar.
- Integração com o Perfil da Empresa no Google: o perfil que aparece na busca e no Maps aponta para o site, e nome, endereço e telefone são iguais nos dois.
- Site cadastrado no Google Search Console, ferramenta gratuita em que o Google avisa sobre erros e mostra por quais buscas o site aparece.
4. O site está de acordo com a LGPD?
Quase todo site institucional coleta dados pessoais: nome e telefone no formulário, dados de navegação nas ferramentas de medição. A Lei Geral de Proteção de Dados exige transparência sobre isso.
- Política de privacidade fácil de achar, explicando quais dados o site coleta, para quê, com quem compartilha e como o visitante pode pedir acesso ou exclusão. Ela precisa descrever o que o seu site realmente faz; texto copiado de outro site não serve.
- Aviso de cookies que informe o uso de cookies de medição e de publicidade e permita aceitar ou recusar os que não são essenciais.
- Formulários que pedem só o necessário. Para retornar um contato, nome, telefone ou e-mail e a mensagem costumam bastar.
5. A empresa tem controle sobre o próprio site?
É o bloco mais esquecido, porque só faz falta quando algo quebra ou quando a empresa quer trocar de fornecedor.
- Domínio registrado no CNPJ da empresa, e não no nome da agência ou de um funcionário. Em domínios .com.br, o titular pode ser conferido no Registro.br.
- Acessos de administrador em nome da empresa: hospedagem, painel do site, Perfil da Empresa no Google e ferramentas de medição. O fornecedor pode ter acesso também, mas não deve ser o único.
- Painel para editar textos e imagens, para trocar um telefone ou uma foto sem abrir chamado, com treinamento básico na entrega.
- Medição de visitas e de contatos. Mais útil que saber quantas pessoas entraram é saber quantas clicaram no WhatsApp ou enviaram o formulário, e de onde vieram. Ferramentas como o Google Analytics fazem isso quando configuradas para registrar esses cliques.
- Backup automático, guardado fora do servidor do site, com restauração testada de tempos em tempos.
- Plano de manutenção: quem atualiza o sistema e os componentes do site, quem resolve se ele sair do ar, em quanto tempo e como isso é cobrado.
- Propriedade do que foi desenvolvido: o contrato deve dizer se layout e código ficam com a empresa ao final do projeto.
Como usar a lista para comparar orçamentos?
Antes de olhar o valor final, passe cada proposta pelos cinco blocos e anote o que está incluído, o que é cobrado à parte e o que nem é mencionado. Item que não aparece na proposta, na prática, não está incluído.
O que costuma ficar de fora das propostas mais baratas
Um orçamento menor não é necessariamente pior. Muitas vezes ele só cobre menos coisas, e vale saber quais antes de assinar. Confira com atenção:
- Produção ou revisão dos textos. Sem ela, a empresa precisa entregar tudo escrito, ou o site estreia com textos genéricos.
- Páginas separadas por serviço, em vez de uma página única com tudo.
- Medição de contatos configurada, não só o contador de visitas.
- Política de privacidade e aviso de cookies.
- E-mail profissional e integração com o Perfil da Empresa no Google.
- Domínio e hospedagem em nome da empresa, e não na conta do fornecedor.
- Backup, manutenção e garantia de correções depois do lançamento.
Perguntas para fazer a cada fornecedor
- Quem escreve os textos e quantas rodadas de ajuste estão incluídas?
- Em nome de quem ficam domínio, hospedagem e contas de medição?
- Vou conseguir editar o site sem depender de vocês? Há treinamento?
- Existe garantia para corrigir erros depois do lançamento? Por quanto tempo?
- O que a manutenção inclui e como ela é cobrada?
- Se um dia eu trocar de fornecedor, o que levo comigo?
Para avaliar o fornecedor em si, e não só a proposta, o guia sobre como escolher uma empresa de desenvolvimento de software traz critérios que também valem para sites.
O que faz um site custar mais ou menos?
Com os cinco blocos cobertos, a diferença entre propostas costuma vir de:
- Quantidade de páginas e de serviços a descrever.
- Layout exclusivo ou modelo pronto adaptado.
- Produção de conteúdo: textos, fotos profissionais, vídeos.
- Integrações, como enviar os contatos do formulário direto para o CRM ou o sistema de gestão da empresa.
- Recursos extras, como blog, área restrita para clientes ou versão em outro idioma.
Uma empresa pequena não precisa desses extras para ter um bom site, mas precisa dos cinco blocos bem feitos, mesmo com poucas páginas. O caminho inverso, muitos recursos sem o básico, tende a gerar retrabalho e gasto maior depois.
Revisar um site que já existe com essa lista, ou criar um novo que já nasça cobrindo os cinco blocos, é o tipo de projeto que fazemos na OMS; os detalhes estão em criação de sites institucionais. Mas a lista vale para qualquer fornecedor: guarde e use na próxima conversa com quem for cuidar do seu site.




